Num canto do Brasil, um dos poucos lugares que restaram com mata verde, com muita vida e muitos bichos, vivia também um macaco e um peixinho. O macaco era conhecido por sua extrema bondade e por gostar de ajudar os outros animais daquela mata.
Naquela floresta tropical nunca fazia frio. Os maiores problemas por lá eram os das árvores, que brigavam porque cada uma queria agarrar o céu e cresciam sem parar, umas cobrindo as outras.
Mas, lá embaixo... no meio da mata, tudo era tranqüilo e o macaco passeava de galho em galho, procurando alguém para ajudar. De repente, chegou próximo a um rio. Como não sabia nadar, parou e ficou olhando para dentro das águas claras. E daí viu um pequeno peixe que passeava sem se preocupar com sua presença. O macaco ficou, então, apavorado, achando que o peixe estava com frio e poderia morrer afogado naquele imenso rio.
Resolveu ajudar o pobre peixinho. Arriscando-se em cima de um tronco flutuante, conseguiu agarrar o peixe em seu passeio. Quando o pegou, sentiu que estava gelado. Daí pensou no frio que o coitado sempre tinha passado sem que ninguém o ajudasse. E isso o deixou mais satisfeito com a boa ação.
Depois da operação salvamento o macaco ainda não estava contente. Acreditava que poderia ajudar muito mais o pobre peixinho. Decidiu então leva-lo para casa e esquenta-lo com seus pelos.
Na manhã seguinte, quando o macaco acordou, viu que o peixinho estava morto. Ficou triste, mas não se importou, pois sabia que tinha tentado ajudar o amigo. Consolou-se mais quando concluiu que o peixinho só poderia ter morrido devido a um resfriado que tinha contraído durante o tempo vivido na água, sem receber a ajuda de ninguém.
Moral da história: Nem tudo que é bom para a gente é bom para o próximo e só devemos ajudar a quem pede ajuda.
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