quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os outros

É admirável o esforço que os meios de comunicação estão fazendo para conscientizar a sociedade sobre a importância de proteger as crianças.
Mas, pra ser franca, quando eu era pequena não tinha medo nenhum de bicho-papão, mula-sem-cabeça ou de bruxa malvada.
Quem me aterrorizava era outro tipo de monstro...
Eles atacavam em bando.
Chamavam-se OS OUTROS.
Nada podia ser mais danoso que OS OUTROS.
As crianças acordavam de manhã já pensando neles.
Quer dizer, as crianças não: as mamães.
Era com OS OUTROS que elas nos ameaçavam caso não nos comportássemos direito...
Se não estudássemos, OS OUTROS nos chamariam de burros.
Se não fôssemos amigos de toda a classe, OS OUTROS nos apelidariam de bicho do mato.
Se não emprestássemos nossos brinquedos, OS OUTROS nunca mais brincariam conosco.
E o pior é que as mães não mantinham a lógica do seu pensamento.
'Mas mãe, todo mundo dorme na casa dos amigos??'
Eu lá quero saber DOS OUTROS? Só me interessa você!?
Era de pirar a cabeça de qualquer um.
Não víamos a hora de crescer para nos vermos livres daquela perseguição.
Veio a adolescência, e que desespero: descobrimos que OS OUTROS estavam mais fortes do que nunca, ávidos por liquidar com nossa reputação.
'Você vai na festa com esta calça toda furada?
O que OS OUTROS vão dizer??'
'Filha minha não viaja sozinha com o namorado, não vou deixar que vire comentário na boca DOS OUTROS', dizia a mãe de minha namorada.
Não tinha escapatória: aos poucos fomos descobrindo que OS OUTROS habitavam o planeta inteiro, estavam de olho em todas as nossas ações, prontos para criticar nossas atitudes e ferrar com nossa felicidade.
Hoje eles já não nos assustam tanto.
Passamos por poucas e boas e, no final das contas, a opinião deles não mudou o rumo da nossa história. Mas ninguém em sã consciência pode se considerar totalmente indiferente a eles.
OS OUTROS ainda dizem horrores de nós.
Ainda têm o poder de nos etiquetar, de nos estigmatizar.
A gente bem que tenta não levá-los a sério, mas sempre que bate uma vontade de entregar os pontos ou de chorar no meio de uma discussão, pensamos:
Não vou dar este gostinho para OS OUTROS...
Está para existir monstro mais funesto do que aquele que poda nossa liberdade. Obs.: Não dê muita bola para o que OS OUTROS pensam. Isso não fará de você uma pessoa melhor.
Mas escute atento o que o EU dentro de você sussurra a cada ação ou pensamento. Isso pode fazer toda diferença.
(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Barbeiro

Um homem foi ao barbeiro. E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo nao agüentou e falou:
- Deixa disso, meu caro, Deus nao existe!
- Por quê?
- Ora, se Deus existisse nao haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, nao é?
- Sim, claro!
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Nao agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!
- Entendeu agora?

Cicatrizes - Reflexão do dia 28/09/2010

Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água. Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro.Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro sua mãe. Mas era tarde. Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.
A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés.Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixa-lo ir.
Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré. De forma impressionante, após semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.
Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter - Mas olhe em meus braços. Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir.
Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino. Nós também temos muitas cicatrizes. Não, não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática. Mas as cicatrizes de um passado doloroso, algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.
Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir. E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando.
Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando- lhe suas unhas para não te deixar ir, lembre-se do jacaré e muito mais Daquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar e certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Quadro

 Um homem havia pintado um lindo quadro. No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista. Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve caloroso aplauso. Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro:
A porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista:
- Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la?
- É assim mesmo - respondeu o pintor .
- Esta é a porta do coração humano.
- Só se abre do lado de dentro.

domingo, 26 de setembro de 2010

A Família é o Nosso Maior Bem!!!

Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim: - Oh, me desculpe por favor", foi a minha reação. E ele disse: - Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi! Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado. Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silencio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca. - Saia do meu caminho filho! E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele. Quando eu fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo: - Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou; a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele. Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado. - Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim? Ele sorriu, - Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você!. Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul Eu disse: - Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira. - Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!! - Eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul. Você já parou pra pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, os nossos filhos, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos para pensar nisso. Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo. Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "Eu te amo", de dizer um "Obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós. Ao invés disso, muitas vezes agimos rudimente, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos. A família é o nosso maior bem!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dormir enquanto os ventos sopram

Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria de pessoas estavam pouco dispostas a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico. Temiam as horrorosas tempestades que variam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações. 
Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro. 
- Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. 
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Respondeu o pequeno homem. 
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. 
Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou, 
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas! 
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente, 
- Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. 
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. 
Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava. 
O que eu quero dizer com esta história, é que quando se está preparado - espiritualmente, mentalmente e fisicamente - você não tem nada a temer.
Eu lhe pergunto: você pode dormir enquanto os vento sopram em sua vida? 

A porta do lado

DRAUZIO VARELLA


Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.


E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente.


É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping).


Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.


Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.


Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado para eles?


Dá aos montes.


Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.


O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.


Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.


Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.


Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.


Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O biscoito

Uma moça, estava a espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo, também comprou um pacote de biscoitos.
Então, ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto, para que pudesses descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.
Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um, ela se sentiu indignada, mas não disse nada, ela pensou para si: "MAS QUE CARA DE PAU, SE EU ESTIVESSE MAIS DISPOSTA, LHE DARIA UM SOCO NO OLHO PARA QUE ELE NUNCA MAIS ESQUECESSE".
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um, aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou:"O QUE SERÁ QUE O ABUSADO VAI FAZER AGORA?".
Então, o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo a deixou tão irada e bufando de raiva, ela pegou seu livro e suas coisas e dirige-se ao embarque.
Quando sentou-se confortavelmente em seu assento, para surpresa dela o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa.
Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela e já não havia mais tempo para pedir desculpas.
O homem dividiu o seus biscoitos sem se sentir indignado, ao passo que isto lhe deixara muito transtornada.
Em nossas vidas, por vezes, estamos comendo biscoitos dos outros e não temos a consciência de que quem está errado somos nós...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O presente

Nada na vida acontece em vão ...
Se um dia ao acordar, você encontrasse, ao lado da sua cama, um
lindo pacote embrulhado com fitas coloridas, você o abriria, antes mesmo de lavar o rosto, rasgando o papel, curioso para ver o que havia dentro...
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito... Então você guardaria a caixa, pensando no que fazer com aquele presente aparentemente "inútil" ...
Mas no dia seguinte, lá está outra caixa.. mais uma vez, você abre correndo e dessa vez há alguma coisa da qual você gosta muito...
Uma lembrança de alguém distante, uma roupa que você viu na vitrine, a chave de um carro novo, um casaco para os dias de frio ou simplesmente um ramo de flores de alguém que se lembrou de você...
E isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos...
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente, uma caixa de presentes enviada por Deus, especialmente para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma possível!
Às vezes ele vem cheio de problemas, coisas que não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas...
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas, alegrias,
vitórias e conquistas...
O mais importante é que, todos os dias, Deus
embrulha para nós, enquanto dormimos, com todo o carinho, nosso presente: O DIA SEGUINTE!
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que esteja por vir...
a esse dia quando acordamos, chamamos PRESENTE...
O PRESENTE de Deus pra nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos, o que queremos...
Mas Ele sempre, sempre e sempre, nos manda o melhor, o de que precisamos, e que é sempre muito mais do que merecemos...
Abra seu PRESENTE todos os dias, primeiro agradecendo a quem o mandou, sem se importar com o que vem dentro do "pacote“.
Sem dúvida, Ele não se engana na remessa dos pacotes.
Se não veio hoje o PRESENTE que você esperava, espere...
Abra o de amanhã com mais carinho, pois a qualquer momento, os sonhos e planos de Deus pra você chegarão, embrulhadinhos pra PRESENTE!
DEUS não atende as nossas vontades, e sim nossas necessidades.
Que você tenha um dia abençoado, cheio da Presença de Deus, e que seu presente venha lhe trazer muita paz, experiências com Deus, e esclarecimento sobre o muito que ainda temos a aprender com Ele e por Ele!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A ratoeira

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa."
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
"Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor,
mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o porco e disse a ele:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira."
"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:
"O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua
vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro,
ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.
A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e muitas Pessoas vieram visitá-la.
Muita gente veio vê-la o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A História da Lagarta

Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão,
olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma.
"Sou a mais desprezível das criaturas", pensa.
"Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra."
Um dia, entretanto, a Natureza pede que faça um casulo.
A lagarta se assusta - jamais fizera um casulo antes.
Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer.
Embora indignada com a vida que levou até então,
reclama novamente com Deus.
"Quando finalmente me acostumei,
o Senhor me tira o pouco que tenho."
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim.
Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta.
Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens.
Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.

domingo, 19 de setembro de 2010

O cego e o publicitário

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou  cego".
Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele,  parou e viu umas poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o,pegou o giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.
O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio,mas  com outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho.
'O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.



Incendio - Reflexão do dia 18/09/2010

Numa noite de 1914, o laboratório de Thomas Edison, que valia mais de US$ 2 milhões na época e não estava no seguro, começou a incendiar-se, com todos os preciosos registros de Edison em seu interior.
No auge do incêndio, enquanto os bombeiros tentavam apagar o fogo, Charles, filho de Edison, freneticamente procurava o Pai, que tinha o hábito de trabalhar até tarde da noite.
Aliviado, ele encontrou Edison fora do laboratório, fitando serenamente a cena.
O Semblante de seu pai refletia o brilho das chamas e seus cabelos grisalhos esvoaçavam ao sabor da leve brisa.
Charles sentiu um aperto no coração vendo o pai, com 67 anos, testemunhar o trabalho de toda uma vida ser consumido pelas cinzas.
Após horas de silêncio. Edison disse a seu filho:
- Existe um grande valor num desastre como este. Todos os nossos erros são queimados. Graças a Deus, podemos começar tudo de novo.
E Edison, de fato, começou de novo. Até o incêndio ele tinha passado três anos tentando inventar o toca discos.
Três semanas após o desastre ele conseguiu.
Existem coisas na vida que não conseguimos controlar; elas simplesmente acontecem. O que fará a grande diferença é como reagimos a elas. Podemos ficar lamentando os acontecimentos, ou arregaçar as mangas e seguir em frente, ainda com mais garra e entusiasmo. A escolha é nossa, só nossa.
Por Marcos Fabossi

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Apenas um conto sobre a amizade

Um dia, numa bela manhã de sol... Um sábio é procurado por seu aprendiz interessado, que lhe pergunta:
- Mestre, qual o significado da amizade?
O mestre lhe aponta três árvores visíveis de onde se encontravam e, responde:
- Observe estas três árvores.  São diferentes: numa há flores bonitas e perfumadas; noutra, notamos frutos que chegam a dobrar seus galhos; e na última há somente folhas misturadas num variegar de cores.
Subiram então em um penhasco de onde podiam ter  uma visão panorâmica e,  o mestre perguntou ao seu aprendiz:
- O que vê você aqui de cima?
- Vejo apenas que essas árvores cresceram próximas e  independentes, porém suas copas se fundem, produzindo uma única sombra, respondeu o aprendiz.
O mestre concluiu, então:
- Esse é o verdadeiro significado da amizade: diferenças que crescem juntas, mas que quanto maiores mais próximas ficam, produzindo  na força da união uma única “sombra”, um único abrigo, um pomar de refazimento de forças e um refrigério para os olhos,  para a alma e para o coração.
Os amigos são como árvores diferentes, mas que crescem próximas; quanto mais crescem, mais se unem, refletindo uma única força, uma nova descoberta a cada encontro; é como a sombra que se dilata quando as copas das árvores se aproximam.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Experiência Compartilhada

"No primeiro dia de aula, nosso professor apresentou-se aos alunos e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.
Eu fiquei em pé, para olhar ao redor, quando uma mão suave tocou meu ombro.
Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada,
sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.
Ela disse: "Ei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete
anos de idade. Posso lhe dar um abraço?"
Eu ri, e respondi entusiasticamente: "É claro que pode!" - e ela me deu um gigantesco apertão.
Não resisti e perguntei-lhe: "Por que você está na faculdade em tão
tenra e inocente idade?" - e ela respondeu, brincalhona:
"Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos e então me aposentar e viajar."
"Está brincando!"- eu disse.
Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste
desafio com aquela idade, e ela disse:
"Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo
um!"
Após a aula, nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes e
dividimos um milkshake de chocolate.
Nos tornamos amigos instantaneamente.
Todos os dias, nos próximos três meses, nós teríamos aula juntos e
falaríamos sem parar.
Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo"
compartilhar suas experiências e sabedoria comigo.
No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário e fazia amigos facilmente onde quer que fosse.
Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes.
Ela estava curtindo a vida!
No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete
de futebol.
Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.
Ela foi apresentada e se aproximou do pódium.
Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão.
Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse
simplesmente:
"Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então, deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei."
Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:
Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos
velhos porque paramos de jogar.
Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso.
Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia.
Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre.
Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!
Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer.
Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano
inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos.
Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não
fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos.
Qualquer um, mais cedo ou mais tarde, ficará mais velho.
Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida.
A idéia é crescer através das oportunidades.
E por último, não tenha remorsos.
Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim, por aquelas coisas que deixaram de fazer.
As únicas pessoas que tem medo da morte sã o aquelas que tem
remorsos."
Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".
Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa
vida diária.
No fim do ano, Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.
Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu
sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.
Quando você terminar de ler isto, envie esta palavra de conselho para seus amigos e familiares. Eles realmente apreciarão! Estas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de "Rose". Uma grande mulher. Na verdade um grande ser humano!
LEMBRE-SE:
ENVELHECER É INEVITÁVEL,
MAS CRESCER É OPCIONAL!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A lição do fogo

Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. e após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria.

O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e colhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.

No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das tochas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.

Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: -Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão.

Estou voltando ao convívio do grupo.

Deus te abençoe!

Reflexão :

Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.

Aos lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Carroça vazia

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
— Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
— Estou ouvindo um barulho de carroça.
— Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.
Perguntei ao meu pai:
— Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
Ora, respondeu meu pai: É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…”

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Afiando os Machados

Nas montanhas do Canadá havia um mestre lenhador, um bom e dedicado trabalhador considerado o melhor de todo país. Certo dia ele recebeu a visita de um jovem que desejava aprender o ofício. O mestre não exitou em admiti-lo como aprendiz. Passados pouco mais de três meses, o jovem agradeceu ao mestre pelos ensinamentos e se auto-entitulou o melhor do Canadá. O mestre ficou surpreso... já que levara 20 anos para ganhar tal título.
O tal jovem, propôs então ao mestre um desafio: ambos tomariam duas glebas de terra com a mesma quantidade de árvores e quem terminasse de cortar as árvores primeiro seria o mais rápido e, logo, o MELHOR lenhador do momento...
Foi dada a largada em uma linda manhã. Aluno e professor iniciaram o trabalho. O jovem, mais forte e rápido, começou em ritmo intenso. Ao mesmo tempo em que cortava suas árvores, monitorava o trabalho do mestre e, percebendo que este parava de vez em quando para descansar, pensava em como seria fácil vencê-lo.


No final da tarde, porém... para surpresa do jovem... o mestre derrubou sua última árvore, enquanto ele ainda tinha algumas por cortar. Então o jovem disse ao mestre:

- Impossível! Como conseguiu cortar as árvores mais rápido do que eu, que não parei um minuto sequer, enquanto o senhor fez várias pausas?
Calmamente o mestre respondeu:
-É que enquanto eu parava para descansar, afiava os machados.



Na vida, afiamos os machados quando trocamos experiências, pense nisto!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Velho Sábio

Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência.

O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

O mestre perguntou:
Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.

O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só se você permitir...

sábado, 11 de setembro de 2010

Pregos na Tábua

Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito explosivo.Um dia ele recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira.O pai disse a ele que martelasse um prego na tábua toda vez que perdesse a paciência com alguém.No primeiro dia o garoto colocou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes,enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradativamente.Ele descobriu que dava menos trabalho controlar sua raiva do que ter que ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira…Finalmente chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma. Ele falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor em não explodir com os outros e o pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse para ele.O garoto então trouxe a placa de madeira, já sem os pregos, e entregou a seu pai. Ele disse, Você está de parabéns, meu filho, mas dê uma olhada nos buracos que os pregos deixaram na tábua, a tábua nunca mais será como antes.Quando você diz coisas estando com raiva, suas palavras deixa marcas como essas. Você pode enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la. Não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.Uma agressão verbal é tão ruim quanto uma agressão física. Amigos são como jóias raras. Eles te fazem sorrir e te encorajam para alcançar o sucesso.Eles te emprestam o ombro, compartilham dos teus momentos de alegria, e sempre querem ter seus corações abertos para você.

Quero ser uma televisão - Reflexão do dia 10/09/2010

Na sala de aula, a professora pediu aos seus alunos que fizessem uma redação e que na mesma expressassem o que gostariam que Deus fizesse por eles. Já em casa e quando corrigia as redações dos seus alunos, deparou-se com uma que a deixou muito emocionada.O marido, nesse momento, entrou na sala onde ela se encontrava e vendo-a soluçar perguntou-lhe: O que aconteceu? Ela respondeu-lhe: Lê – passando-lhe uma folha de papel . – É a redação de um aluno meu.O marido pegou a folha de papel que ela lhe entregara e começou a ler. “Senhor, esta noite peço-te algo de muito especial: transforma-me numa televisão! Quero ocupar o espaço dela. Viver como a televisão da minha casa vive. Ter um lugar especial para mim e reunir a minha família ao redor. Ser levado a sério quando falar…Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções ou perguntas. Quero receber a mesma atenção que ela recebe quando não funciona.Ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa; mesmo que esteja cansado. Que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda, que os meus irmãos “briguem” para poderem estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. Por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito…só Te peço que me deixes viver com intensidade, o que qualquer televisão vive.!” Quando terminou a leitura o marido virou-se para a esposa e disse:Meu Deus, coitado desse menino. Que pais ele tem! A professora olhou bem nos olhos do marido, e depois baixou-os, dizendo num sussurro: Essa redação pertence ao nosso filho!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Navio no estaleiro

Fiz uma visita a um estaleiro um tempo atrás. Algumas coisas me impressionaram. Mas principalmente a necessidade que os barcos têm de limpeza em seu casco. Uma "sujeira" que a gente não vê, mas que faz uma diferença tremenda em seu desempenho e afeta, até, sua vida útil. "Todo barco precisa de um tempo no estaleiro", disse-me o velho marinheiro. Logo veio à mente a minha própria vida. Quantas coisas vão se acumulando em nosso "casco", coisas que vão nos impedindo de correr mais rápido, de alcançar objetivos sonhados, coisas que prejudicam nosso desempenho como pessoas no lar, no trabalho, com amigos, etc. Nossa tendência natural é nos entregarmos às muitas atividades, às rotinas que não nos permitem parar. Não dá, mesmo, para pensar! Enquanto isso, vão se acumulando em nossos "cascos" uma quantidade enorme de "limo emocional e espiritual". Tanto que a pessoa percebe que algo está errado. Procura tomar remédios entregando-se a terapias superficiais. Tenta aliviar a carga espiritual entrando em uma igreja, lendo um trecho da Bíblia recomendado por alguém, mas não consegue nada duradouro porque seu problema está muito mais encrostado do que quer admitir. Um tratamento rápido e indolor não pode obter êxito. Precisamos parar no estaleiro. Precisamos empregar tempo sério para "limparmos o casco" e recobrarmos nossa sanidade emocional e espiritual.

Como? Um bom começo seria: "Roube" um tempo de seu tempo para ficar a sós, em um lugar calmo. Pegue uma folha de papel para descrever sua vida nos últimos tempos. Qual sua impressão? Quais são as motivações verdadeiras por detrás de suas rotinas e maneiras de pensar e sentir? Peça a ajuda de Deus para esse processo. O texto do Salmo no capítulo 139, verso 23, pode ajudar: "Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos." "Examinar" traz a idéia de "virar a pedra do jardim". O que se vê sob ela? Vermes e fungos que habitam ali e a sujeira que estava oculta. Tudo debaixo da aparência lisa e bem pintada da pedra. Aliste os "vermes", "fungos" e "limo" presentes debaixo "da pedra" e que tem impedido você de "navegar mais velozmente" e alcançar "o mar aberto" para sua vida. Pense em um projeto prático para cada um dos aspectos interiores não tratados. "Projetos práticos" são atividades objetivas, com data marcada, com base no desejo sincero de "limpeza interior" (mesmo que doa) e que entrarão em sua pilha de prioridades máximas. Lembre-se de que sua "saúde emocional e espiritual" estão em jogo! Busque um "porto seguro" para começar tudo isso!

Sua vida é muito preciosa para ser levada de qualquer jeito!

Sua vida é muito preciosa para não se desenvolver!

Sua vida é muito preciosa para não ser tratada corretamente!

Sua vida é muito preciosa para ficar longe de Deus! Espero que seu tempo no "estaleiro" seja muito especial, sempre em companhia do especialista em barcos que precisam de reparos para a eternidade, sujos e desgastados - Jesus.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pobre menino rico

Um pai, bem de vida, querendo que seu filho soubesse o que é ser pobre, o levou para passar uns dias com uma família de camponeses. O menino passou dez dias e dez noites vivendo no campo. No carro, voltando para a cidade, o pai perguntou:- Como foi sua experiência?- Boa...- E o que você aprendeu? Insistiu o pai.

O filho respondeu:- Que nós temos um cachorro e eles tem quatro. Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até a metade do nosso quintal, eles tem um rio sem fim, de água cristalina, onde tem peixinhos e outras belezas. Que nós importamos lustres do oriente para iluminar nosso jardim, enquanto eles tem as estrelas e a lua para iluminá-los. Nosso quintal chega até o muro, o deles chega até o horizonte. Nós compramos nossa comida, eles as plantam.

Nós ouvimos CD's...Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animaizinhos... Tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho que trabalha sua terra.

Nós usamos microondas, tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão à lenha. Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro e grades, eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos. Nós vivemos conectados ao celular, ao computador, à televisão, eles estão "conectados" à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família...

O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho, e então o filho terminou:- Obrigado, papai, por ter me ensinado o quanto somos pobres!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O bordado

Quando era pequeno minha mãe costurava muito. Eu me sentava perto dela e lhe perguntava o que estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo, dizendo-lhe que de onde eu estava o que ela fazia me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: “Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu bordado te chamarei e te colocarei sentado em meu colo e te deixarei ver o bordado desde a minha posição”.

Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde escutava-a chamando-me: “Filho, vem e senta-te em meu colo”.

Eu o fazia de imediato e me surpreendia e emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer; de baixo parecia tão confuso. Então minha mãe me dizia: “Filho, de baixo para cima tudo te parecia confuso e desordenado, porém não te ocorria de que há um plano acima. Havia um desenho; só o estava seguindo. Agora olhando-o da minha posição saberás o que estava fazendo”.

Muitas vezes ao longo dos anos tenho olhado para o céu e dito: “Pai o que estais fazendo?” Ele responde: “Estou bordando tua vida.” E eu lhe replico: “Mas está tudo tão confuso; em desordem. Os fios parecem tão escuros, porque não são mais brilhantes?” O Pai parecia dizer-me: “Meu filho, ocupa-te de teu trabalho e Eu farei o meu; um dia te trarei ao céu e te colocarei em meu colo e então verás o plano desde a Minha posição.”



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O pai e o filho na montanha

De repente, o menino cai, se machuca e grita: - Ai!!!

Para sua surpresa, escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha: - Ai!!!


Curioso o menino pergunta: - Quem é você?


E recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado grita: - Seu covarde!


E escuta como resposta: - Seu covarde!


O menino olha para o pai e pergunta, aflito: - O que é isso?


O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção,


Então o pai grita em direção à montanha: - Eu admiro você!


A voz responde: - Eu admiro você!


De novo, o homem grita: - Você é um campeão!


A voz responde: - Você é um campeão!


O menino fica espantado. Não entende.


E o seu pai explica:


- As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a VIDA.


A VIDA lhe dá de volta tudo o que você DIZ, tudo o que você


DESEJA DE BEM E MAL AOS OUTROS. A VIDA lhe devolverá


toda BLASFÊMIA, INVEJA, INCOMPREENSÃO, FALTA DE


HONESTIDADE que você desejou, praguejou às pessoas que lhe


cercam.


NOSSA VIDA é simplesmente o REFLEXO das nossas ações.


Se você quer mais AMOR, COMPREENSÃO, SUCESSO,


HARMONIA, FIDELIDADE crie mais AMOR, COMPREENSÃO,


HARMONIA, no seu coração.


Se agir assim, A VIDA lhe dará FELICIDADE, SUCESSO, AMOR


das pessoas que lhe cercam.

domingo, 5 de setembro de 2010

O macaco e o peixinho - Reflexão do dia 05/09/2010

Num canto do Brasil, um dos poucos lugares que restaram com mata verde, com muita vida e muitos bichos, vivia também um macaco e um peixinho. O macaco era conhecido por sua extrema bondade e por gostar de ajudar os outros animais daquela mata.

Naquela floresta tropical nunca fazia frio. Os maiores problemas por lá eram os das árvores, que brigavam porque cada uma queria agarrar o céu e cresciam sem parar, umas cobrindo as outras.

Mas, lá embaixo... no meio da mata, tudo era tranqüilo e o macaco passeava de galho em galho, procurando alguém para ajudar. De repente, chegou próximo a um rio. Como não sabia nadar, parou e ficou olhando para dentro das águas claras. E daí viu um pequeno peixe que passeava sem se preocupar com sua presença. O macaco ficou, então, apavorado, achando que o peixe estava com frio e poderia morrer afogado naquele imenso rio.

Resolveu ajudar o pobre peixinho. Arriscando-se em cima de um tronco flutuante, conseguiu agarrar o peixe em seu passeio. Quando o pegou, sentiu que estava gelado. Daí pensou no frio que o coitado sempre tinha passado sem que ninguém o ajudasse. E isso o deixou mais satisfeito com a boa ação.

Depois da operação salvamento o macaco ainda não estava contente. Acreditava que poderia ajudar muito mais o pobre peixinho. Decidiu então leva-lo para casa e esquenta-lo com seus pelos.

Na manhã seguinte, quando o macaco acordou, viu que o peixinho estava morto. Ficou triste, mas não se importou, pois sabia que tinha tentado ajudar o amigo. Consolou-se mais quando concluiu que o peixinho só poderia ter morrido devido a um resfriado que tinha contraído durante o tempo vivido na água, sem receber a ajuda de ninguém.

Moral da história: Nem tudo que é bom para a gente é bom para o próximo e só devemos ajudar a quem pede ajuda.


Os Sete Sábios - Reflexão do dia 04/09/2010

Sete sábios, cada um de uma religião, discutiam qual deles conhecia, realmente, a verdade.Um rei muito sábio que observava a discussão aproximou-se e perguntou:- O que vocês estão discutindo?- Estamos tentando descobrir qual de nós é dono da verdade.Ao escutar isso, o rei, imediatamente, pediu a um de seus servos que levasse sete cegos e um elefante até o seu castelo. Quando os cegos e o elefante chegaram ao palácio, o rei mandou chamar os sete sábios e pediu-lhes que observassem o que aconteceria a seguir.O sábio rei pediu aos cegos que tocassem o elefante e o descrevessem, um de cada vez.O primeiro cego tocou a tromba do elefante e disse:- É comprido, parece uma serpente.O segundo tocou-o no dente e disse:- É duro, parece uma pedra.O terceiro segurou-lhe o rabo e disse:- É cheio de cordinhas.O quarto pegou na orelha e disse:- Parece um couro bem grosso.E assim, sucessivamente, cada cego descreveu o elefante de acordo com a parte dele que estava tocando.Quando todos terminaram de descrever o animal, o rei perguntou aos sete sábios:- Algum desses cegos mentiu?- Não! - responderam os sábios em coro – Todos falaram a verdade.Então, o rei perguntou:- Mas algum deles disse realmente o que é um elefante?- Não, nenhum cego disse o que é um elefante, mesmo porque cada um tocou apenas uma parte dele - disse um dos sábios.- Vocês, sábios, que estão discutindo quem é dono da verdade, parecem cegos. Todos estão falando a verdade, mas, como os sete cegos, cada um se refere apenas a uma parte dela – disse o sábio rei, concluindo:- Ninguém é dono da verdade, porque ninguém a detém por inteiro. Somos donos apenas de parte da verdade.Autor desconhecido
Do livro: Valores Humanos – a revolução necessária Izabel Ribeiro

Caminho - Reflexão do dia 03/09/2010

Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco. Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:- Pai, tô com fome!O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na Padaria a sua frente.Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome.Não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei.Eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino,em troca posso varrer o chão de  seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o Senhor precisar.Amaro, o dono da Padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho  e pede para que ele chame o filho.Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo.Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua. Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá.Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada.A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa,foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego,humilhações e necessidades.Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:- O Maria! Sua comida deve estar muito ruim!Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato...?Imediatamente, Agenor sorri e  diz que nunca comeu comida tão apetitosa,e que agradecia a Deus por ter esse prazer.Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho.Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas. Após o almoço, Amaro convida  Agenor para uma conversa nos fundos da Padaria, onde havia um pequeno escritório.Agenor conta então que há mais  de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há 2 meses não recebia nada.Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na Padaria,e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias.Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.Ao chegar em casa com toda aquela "fartura", Agenor é um novo homem - sentia esperanças,sentia que sua vida iria tomar novo impulso. Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta,era toda uma esperança de dias melhores.No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da Padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho.Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia por que estava ajudando.Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa.E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres.Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da Padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar.Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letra se a emoção da primeira carta...Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula.Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros,advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro.Ao meio dia ele desce para um café na Padaria do amigo Amaro,que fica impressionado em ver o "antigo funcionário" tão elegante em seu primeiro terno.Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte,que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço.Mais de 200 refeições são servidas  diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista.Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava  a todos que conheciam um pouco da história de cada um, contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que há mesma hora, morrendo placidamente comum sorriso de dever cumprido.Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho", que seu pai fundou com tanto carinho: "Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma...E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar." (historia verídica) Enviado por Vinicius Pioli Zanetin

Tem Pão Velho? - Reflexão do dia 02/09/2010

Vou contar um fato corriqueiro, que inesperadamente trouxe-me uma grande lição de vida.

Era um fim de tarde de sábado, eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:

-Dona, tem pão velho?

Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.

Olhei para aquela criança tão nostálgica e perguntei:

-Onde você mora?

-Depois do zoológico.

-Bem longe, hein!

-É...mas eu tenho que pedir as coisas para comer.

-Você está na escola?

-Não. Minha mãe não pode comprar material.

-Seu pai mora com vocês?

-Ele sumiu.

E o papo prosseguiu,até que disse:

-Vou buscar o pão, serve pão novo?

-Não precisa não,a senhora já conversou comigo,isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança,daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos,sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo,de uma conversa amiga.

Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta

"Não precisa não, a senhora já conversou comigo, isso é suficiente!"

Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!

Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho"na minha casa e eu dando "pão novo",mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.

Este Pão de Amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita naquele que disse:


-" EU SOU O PÃO DA VIDA"

Ana Luzia Tocafundo