quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A marca do AMOR

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.


Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.



A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:



Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.



O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao
conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição:



Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ.



A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:



- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:



- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
A turma estava em silencio atenta a tudo .



O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.



Silêncio total em sala.



-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe
correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:



- " Minha filhinha está lá dentro! " Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...



Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...
Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...



A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhado, então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.



Vários alunos choravam, sem saber o que dizer ou fazer, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.



Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZES. Não falo da CICATRIZEs visíveis mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou com nossas ações.



Essas cicatrizes eram nossas, mas Jesus, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES..



Essas também são marcas de AMOR.



Nunca se esqueça disso!

Uma xícara de chá - Reflexão do dia 27/10/2010

Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.

Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.

O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:

"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"

"Como esta xícara," Nan-in disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?"

O Obstáculo mais Difícil da Vida - Reflexão do dia 26/10/2010


Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.
No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.
Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.
O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.
O segundo levaria uma corça rara.
O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.
O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram a discutir.
O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.
O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes. Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.
Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.
O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde totalmente no chão.
Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa de derrota.
O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:
-- Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar das próprias tarefas, sem intrometer-se nas atividades alheias.
Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.
Autor desconhecido

Projetos da vida - Reflexão do dia 25/10/2010

Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.



Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.



Olhou, então, para Deus e protestou:



- " Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e você me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora? "



Deus respondeu:



- "Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele. Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano. Aí você se transformará em mar ".



Assim é a vida.



Moral da História: As pessoas engatinham nas mudanças. Quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força.
É preciso entrar pra valer nos PROJETOS DA VIDA, ATÉ QUE O RIO SE TRANSFORME EM MAR.
Se uma pessoa passar a vida toda evitando sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece. Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los. Há tesouros guardados numa praia deserta, numa noite estrelada, numa viagem inesperada, num salto de asa-delta... 
O importante é ir ao encontro deles, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.
Não procure o sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o. Arrisque, ouse, avance na vida.
Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar." 

Perder, é ganhar por muito menos - Reflexão do dia 24/10/2010

“Um dia um homem já de certa idade foi pegar um ônibus. Enquanto subia,um de seus sapatos escorregou do seu pé e caiu para o lado de fora. A porta  se fechou e o ônibus partiu. Ao ver que seria impossível recuperar o pé de sapato perdido, o homem tranqüilamente retirou o seu outro sapato e jogou-o pela janela”.

Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu perguntou :
- Notei que o senhor fez. Porque jogou fora o seu outro sapato?
O homem prontamente respondeu:
- De forma que quem encontrar seja capaz de usa-lo. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada adiantará apenas um pé de sapato”.
O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente
por possuí-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.

Moral da História: Como o homem da história , Nós temos que aprender a se desprender . Alguma força

decidiu que era hora daquele homem perder seu sapato. Perdemos coisa o tempo todo, inicialmente pode parecer injusto, mas essa perda acontece de modo que mudanças possam acontecer em nossas vidas, na maioria das vezes positivas.
Acumular posses não nos faz melhor e nem faz o mundo melhor. Todos têm que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros. 

Ensinamento - Reflexão do dia 22/10/2010

Um avô cherokee, ensinava os costumes e filosofia de vida tribais para seu neto.

" Uma terrível luta está sendo travada dentro de mim, entre dois lobos.

Um dos lobos é mau: ele é a raiva, a inveja, a tristeza, a cobiça, a arrogância, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras e o egoísmo.
O outro lobo é bom: é a alegria, a paz, o amor, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé. "
Olhando nos olhos do neto continuou:
- Esta mesma luta está sendo travada dentro de vc e de todas as pessoas do mundo.
O neto pensou um instante e perguntou ao avô:
- Qual lobo vencerá?
O velho índio respondeu:
- Aquele que você alimentar

A importância do perdão - Reflexão do dia 21/10/2010

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta, calmamente, o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta,o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.
O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Você é cenoura, ovo ou café? - Reflexão do dia 20/10/2010

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela.

Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.

Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.


A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela.
Retirou os ovos e os colocou em uma tigela.
Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.


Virando-se para ela, perguntou:



- Querida, o que você está vendo?



- Cenouras, ovos e café – Ela respondeu.



Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.


Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.


Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.


- O que isto significa pai? - Ela perguntou.



Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo,
mas que cada um reagira de maneira diferente.


A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo,
ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis, sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem
sido fervidos na água, seu interior se tornara mais rijo.


O pó de café, contudo, era incomparável; depois que fora colocado na água fervente,
ele havia mudado a água.


Ele perguntou à filha:



- Qual deles você é, minha querida?
Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a diversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força? Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma?
Ou será que você é como o pó de café,capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?


Moral da História: Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões.
Cabe a nós, somente a nós, decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento
profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.

Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva.
Mas você precisa acreditar nisso.
Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar este desafio.

Sempre que você for tomar um café, lembre-se dessa história.
Não permita que as adversidades, destruam os seus verdadeiros sentimentos.
Coloque-se no colo de Jesus e, com o seu sim, ele te transformará em "café",
ou seja, em alguém melhor do que você já é.

Seja flexível, se quiser sobreviver - Reflexão do dia 19/10/2010

Em meio a uma tempestade, um grande carvalho foi arrancado de chão pela ventania e arrastado por forte correnteza. 

Dentro da água, ele olhou à sua volta e, vendo alguns juncos, falou-lhes:


- Gostaria de ser como vocês… Tão esguios, tão frágeis e ao mesmo tempo tão fortes, que nem os fortes ventos o afetam.




Ouvindo isso, um junco respondeu:



- Você lutou e se manteve rígido frente os ataques do vento, querendo demonstrar que é mais forte do que ele; por isso ele o derrubou! Nós, porém, nos comportamos de outro modo; por essa razão permanecemos inteiros e salvos.



Moral da História: Na vida, sobrevivem, não os mais fortes ou os mais inteligentes, mas aqueles que tem mais flexibilidade e capacidade de adaptação. Pense nisso !!!

A mente humana - Reflexão do dia 18/10/2010

A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você aceite-os. Essa ação sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você.
Um cientista queria provar essa teoria.
Precisava de um voluntário que chegasse às últimas consequências. Conseguiu um em uma penitenciaria.
Era um condenado à morte que seria executado na cadeira elétrica e propôs a ele o seguinte:
"Participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar seu sangue até a gota final."
Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse.
Se isso acontecesse, seria libertado; caso contrário, faleceria pela perda do sangue. Porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.
O condenado aceitou, pois era preferível desse jeito à morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver.
O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospital e amarram seu corpo para que não se movesse. Vendaram seus olhos e fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocada uma pequena vasilha de alumínio.
Foi dito ao condenado que ouviria o gotejar do sangue na vasilha.
O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama, tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que acreditasse que era o sangue dele que estava caindo na vasilha de alumínio.
Na verdade, era o soro do frasco que gotejava!
De dez em dez minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía.
O condenado acreditava que era seu sangue que diminuía. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando mais pálido.
Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue!
O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, exatamente, tudo que é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica.
Essa história é um pouco triste, mas é um alerta para filtramos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado; simplesmente grava e cumpre o que é enviado.
Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar.
Somos o que pensamos e acreditamos ser! 

Coração Perfeito - Reflexão do dia 17/10/2010

Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração.
Não havia marca ou qualquer outro defeito. Então, todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.
O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:
- Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?
A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes.
Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitasirregularidades. Em alguns pontos do coração faltavam pedaços. Então, o jovem olhou para o coração do velho e disse:
- O senhor deve estar brincando... Compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!
- Sim - disse o velho. - Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja! Cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas.
Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não são exatamente iguais, háirregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não meretribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas...
Um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, jovem?
Agora você entende o que é a verdadeira beleza?
O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho, tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu aovelho, que retribuiu o gesto.
O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo do que nunca.
Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado, pensando em como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.
E O SEU COMO ESTA?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Trabalho importante - Reflexão do dia 16/10/2010

Os últimos passageiros a embarcar no avião que saía de Seattle para Dallas foram uma mulher e três filhos. "Tomara que não sentem ao meu lado", pensei. "Tenho um trabalho importante a fazer". Um minuto depois, um menino de onze anos e uma menina de nove passavam por cima de mim, enquanto a mãe e um menino de quatro anos sentavam no banco atrás do meu. Imediatamente as crianças maiores começaram a reclamar do pequeno, que dava chutes intermitentes no assento. A cada dois minutos, o menino perguntava à irmã "Onde é que nós estamos agora?" "Cale a boca!", ela respondia invariavelmente, e seguiam-se choramingos e reclamações.
"As crianças não têm noção do que é trabalho", pensei, num silencioso ressentimento com a situação. Então uma voz interior, alta e clara, disse simplesmente: Ame as crianças. "Não tenho tempo para perder com esses fedelhos, tenho um trabalho importante a fazer", retruquei. A voz respondeu apenas: Ame-os como se fossem seus filhos.
Ouvindo pela enésima vez "Onde-é-que-nós-estamos-agora?", deixei o trabalho de lado e peguei o mapa de vôos da companhia, encartado na revista de bordo.
Expliquei detalhadamente nossa rota, dividindo os trechos em quartos de hora, e fiz uma estimativa da hora de chegada em Dallas.
Logo eles estavam me contando sobre a viagem a Seattle, para visitar o pai que estava no hospital. De conversa em conversa, eles perguntavam sobre aviação, navegação, tecnologia e pontos de vista dos adultos sobre a vida. O tempo passou rapidamente e meu trabalho "importante" não foi feito.
Pouco antes da aterrissagem, perguntei o que o pai deles fazia em Seattle. Ficaram em silêncio. Depois de uma pausa, o menino disse apenas:
- Ele morreu.
- Oh, sinto muito.
- É, eu também. Mas estou mais preocupado com meu irmãozinho. Está muito difícil para ele.
De repente me dei conta do que era o trabalho mais importante a fazer: viver, amar e crescer, apesar da dor. Quando nos despedimos em Dallas, o menino apertou minha mão e agradeceu por ter sido seu "professor de bordo". E eu agradeci por ele ter sido o meu.
Dan S. Bagley
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Barry Spilchuk
Editora Ediouro

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O laço e o abraço

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando…
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Mário Quintana

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A Fábula do Rei e suas 4 Esposas

Era uma vez...
Um rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras.
Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos.
Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.Ele também amava sua 2ª esposa.
Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência.
Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino.
Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
É, agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?
Então, ele perguntou à 4ª esposa:
- Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias.
Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você.
Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
De jeito nenhum! Respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa:
Eu também te amei tanto a vida inteira.
Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
Não! Respondeu a 3ª esposa.
A vida é boa demais! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:
Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado.
Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! Respondeu a 2ª esposa.
O máximo que eu posso fazer é enterrar você! Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
- Eu partirei com você e o seguirei por onde você for.
O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida.
Com o coração partido, o rei falou:
Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia.
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas.
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos.
Nossa 3ª esposa, são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas.
Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa, são nossa família e nossos amigos.
Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego.
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos.
Então, Cultive, Fortaleça, Bendiga, Enobreça, sua Alma agora!
É o maior presente que você pode dar ao mundo a si mesmo.
Deixe-a brilhar!

A Lagartinha - Reflexão do dia 13/10/2010

Havia uma lagartinha que tinha muito medo de sair por aí e morrer pisoteada pelos homens. Por isso, foi-se fechando. As plantas também a rejeitavam, achando que ela só queria comer suas folhas. Mal sabiam que essa lagartinha gorda, e que rasteja, pedindo ajuda, poderia ser aquela borboleta que viria ajudar a polinizar as flores dessas mesmas plantas.

Mas, a lagartinha só chorava, apertada, em sua tristeza, até que uma coruja, aquela ave que só consegue enxergar a noite, quando tudo está escuro, disse a ela:

- Pare de chorar, faça alguma coisa ! Aí dentro de você mora uma linda borboleta, deixe-a sair. Ela pode voar, ser aceita pelos homens e pelas plantas, ver lá de cima o que você vê daqui debaixo, mudar de jardim e tudo o mais.

A lagartinha, então, pediu ajuda. Como poderia se tornar borboleta? A coruja, sábia amiga, disse-lhe que era necessária uma metarmofose, de mudança, em que precisava se fechar num casulo para empreender esforços, que viriam dores, mas só as necessárias para fazer as mudanças. Mas o que realmente era preciso era coragem e pensamento positivo. Que poderia ser livre, bem aceita, e voar leve, por onde desejasse. Que pensasse em ser borboleta o tempo todo e tudo poderia ir mudando, até que, mais rápido do que ela imaginasse, ela sairia do casulo como uma borboleta.

Caderneta Vermelha - Reflexão do dia 12/10/2010

 O carteiro estendeu o telegrama. José Roberto não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa. Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. Palavras breves e incisas: - Seu pai faleceu. Enterro 18 horas. Mamãe.
Jose Roberto continuou parado, olhando para o vazio. Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração. Nada! Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho? Com um turbilhão de pensamentos confundido-o, avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi, vencendo os silenciosos quilômetros de estrada enquanto a cabeça girava a mil.
No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada. Ela sabia que pai e filho não se davam bem. A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José Roberto havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa.
Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa... Ele havia se desligado da família não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava na vida era ser parecido com ele.
O velório: Poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho - como as que o pai gostava de cultivar. José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido, um estranho, um...
O funeral: O sabiá cantando, o sol se pondo. Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la. Agora, ele poderia voltar a casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo. Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão: - Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse. Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes... Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a não no bolso e sentiu o presente. O foco mortiço da luz do bagageiro revelou uma pequena caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso. Páginas amareladas. Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:
"Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!"
À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estomago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiram firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer!
"Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue"
Outra página: "Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras” ·
José Roberto mordeu os lábios. Lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia ter a sua? E quando, no dia do aniversário, a havia recebido, tinha corrido aos braços da mãe sem sequer olhar para o pai. Ora, o "velho" vivia mal-humorado, queixando-se do cansaço, tinha os olhos sempre vermelhos... e José Roberto detestava aqueles olhos injetados sem jamais haver suspeitado que fossem de trabalhar até a meia-noite para pagar a bicicleta...!
"Hoje fui obrigado a levantar a mão contra meu filho! Preferia que ela tivesse sido cortada, mas fui preciso tentar chamá-lo á razão, José Roberto anda em más companhias, tem vergonha da pobreza dos pais e, se não disciplinar amanhã será um marginal. Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo” ·
José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos... Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o cemitério. As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado.
O "velho" escrevia de madrugada. Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde. E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor
A ultima pagina. Aquela do dia em que ele havia partido:"Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem? Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser o pai que ele merecia ter".
Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o pai tinha morrido naquele momento, José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía. O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar. Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo. Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, musica, cor, alegria, despreocupação, vaidade. Não era ele um semideus?
Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói. De repente. No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores.
Como não havia pensado nisso antes?
Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.
Ele jamais tivera a idéia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha para anotar uma a frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome. Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?
Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade. Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenas o vazio. Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer. Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor. Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes?
Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora:
- "Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse meu querido pai! Me perdoe Deus, por haver sido tão cego..."
“Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego.”
"FALE, CURTA, ABRACE, BEIJE, SINTA E AME TODAS AS PESSOAS COM QUEM VOCÊ PODE VER E TOCAR, PRINCIPALMENTE A SUA FAMÍLIA"